quarta-feira, 18 de abril de 2012

The Thinker

Maybe again I have no more feelings ..
Maybe again I'm blowing in the wind ..
The magic of the world does not impress me more ...
Maybe, again, I do not wanna live no more ...

And somewhere, there is a lonely place
I need to live in a lonely place
I'll look, I'll find
Shall I be, resist and die
In a distant and lonely place

I just want peace in my mind
Listening to the sound that comes out of me
Maybe again, I need to hide myself
Of my problems that were caused only by me

This guilt does not come out of my back
Haunt me, follow me and drains my strength
How to kill a thought that was in the past?
I just learned to kill the thinker

18/04/2012

segunda-feira, 26 de março de 2012

Alumínio

Eu disse
Que parei
Sabendo em mim
Que não

Prometi
Assim
Até a poeira
Abaixar

Feito isso
Fiz meu copo
Voltei a
Me embriagar

No dia sim
Parei sim
Por que nao?
No dia não
Não

Tão certo
Quanto a morte
Farei o mesmo

Não tenho
Tanta sorte
Pelo jeito..

Mauricio de Lima - 26/03/2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tempestivo

Me considero um navegante
Em águas calmas nauseantes
E eu de tanta calmaria
Pediria até uma ventania
Pra destruir esse semblante

E navios passam ao meu redor
E olham pro meu pequeno barco
Navegando sozinho, mas a salvo
E nem pensam em ajudar

Queria uma ventania
Algumas ondas destruidoras
Um céu escuro ao meio dia
... eu só quero alguma coisa

Que me tire da calmaria
Do tédio de estar vivo
Que me transforme em navio
Pra enfrentar o grande mar

Eu sei que ele está lá
No horizonte, e eu vou lá
Sem preparo, desbravar
Descobrir a novidade

Arrebentar logo meu barco
Acabar com esse fardo
De estar em um mar calmo
Mas querer a tempestade

Mauricio de Lima - 30/01/2012

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ditando

Já me disseram até mais de uma vez
Que nem tudo é fácil
Que a vida não é um mar de rosas
Mas os conselhos são escassos

Não ensinam a fazer acontecer
Não ensinam a não se afogar
Mas eu queria apenas ver
De quem aconselha
Quantos estão salvos

Me falaram pra procurar ser feliz
Tentar me encontrar, fazer o que gosto
Mas estamos conversando sobre o dia
Em que vocês também
Não estarão mais procurando

Mas não nos encontramos
Por que nenhum de nós deu a partida
Afinal nenhum de nós conhece a vida
Do jeito que imaginamos

Mauricio de Lima - 13/10/2011

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Decência Egoísta

Toda noite ele prometeria
Fazer algo diferente
E prometia que não mais adiaria
Viver uma vida decente

Ele prometeria
Mas apenas se tivesse
O que ele queria

Prometeria
Se a vida fosse igual
A sua outra vida

Mas não
Nada foi como quis
Às vezes até alguma coisa saiu...
Disso sabia

Mas não
Não foi o suficiente
Não pra viver decentemente
Não pra justificar viver contente

Não pra não deixar de prometer
Que sempre prometeria
Esperando acontecimentos, somente
Do jeito que queria


Mauricio de Lima - 17/10/2011

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Sempre cabe mais um no coração da Mãe Solteira

No topo da montanha
Olhou com outros olhos
O campo de mato seco
A geada na grama

O vento soprou
Como sempre
Da sua maneira igual:
Diferente

Encurvando as árvores
Assoviando no ar
Alisando o mar
Acompanhando a gente

Só mais um dia ele pediu
Só mais um dia ele teve
Relembrou em um dia, mil
E partiu...
Pra onde jamais esteve

Sonho de muitos
Mudança de vida
De cidade em cidade
Fazendo sua trilha

Construir e destruir
Com sua própria mão
Um novo amor
Uma nova ilusão

...

Fora só mais uma...

...

Decidiu-se ir
No rastro da lua;
A mãe dos amantes

Mãe solteira, enfim
Iluminando a rua
Como fizera antes

Várias vezes assim
Até sumir de manhã
Esvaindo-se no horizonte


Mauricio de Lima - 13/10/2011

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Inanidade

Quem dera se ainda existisse
A possibilidade de ocorrer
Alguma teoria diferente
Caos, linha... Corrente.
Mas não temos esperança
De nada no momento
Continuamos nosso terror
Só existindo e assistindo
A areia do tempo
Escorrer por nossas mãos
A ampulheta não foi quebrada
O tempo ainda corre
E nós o seguimos, sem nada
Sem direção e objetivo
Seguimos o rastro
Do nosso próprio fracasso
De séculos atrás
E séculos a frente
Até toda essa merda se explodir
Se explodir com a gente.

Mauricio de Lima - 26/08/2011