Esses dias
Eu estava lembrando
Das coisas que um dia eu fiz
E hoje não consigo mais fazer
Esses dias
Eu estava pensando
Quando foi que eu me acabei
Sem conseguir perceber
Talvez eu apenas tenha feito
Do mesmo jeito que agora faço
Só deixei o tempo passar
Sem pensar no próximo passo
E talvez, não tenha sido tão ruim assim
O auto conhecimento não teria tempo pra mim
Meus pensamentos estariam limitados então
E não procuraria, pois nem saberia
O que perdi nessa doce ilusão
Há tempos e tempos
Mas pra mim não muda muito
Acho que o auto conhecimento só vem com o auto desprezo
E a dor e labuta é que dá cria ao desejo
Minha frieza não é minha culpa
Nem sua, se a tiver
Simplesmente aconteceu, natural
Sem ter um culpado qualquer
Ditados populares não me definem bem
Na grande maioria são sempre bem hipócritas
Falam sempre de alegria, superação banal
Coisas feitas para alegrar a escória
Necessidade de conversar o tempo todo
Carência afetiva latente
Não faz parte de mim, não adianta forçar
Isso não faz parte do meu jeito de ser
Prefiro acreditar que isso foi imposto
Em uma década qualquer, por um cara qualquer
Antes de morrer...
Mauricio de Lima - 24/06/2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Solidão Voluntária
Ficou claro diante dos meus olhos
Que assim como qualquer outra pessoa
Ela tambem era insegura
Surgiu como um clarão, um raio na minha frente
Idéias de separação e abandono
E uma pena, por ela ser tão pura
E no silêncio que ficava entre a gente
Pensamentos voavam na minha mente
Idéias não correspondidas
Idéias caladas
Por que eu sabia
Que ela não teria
Nada pra falar
Nenhum ideal na cabeça, nenhuma dúvida
Vive apenas pra transar e mentir
Um relacionamento silencioso e burro
Que me fez fazer o que eu fiz
Sumir, da noite pro dia
Sem tempo pra agonia
Ou despedida chorada
De lá eu nada levei
Sobre ela eu nada sei
E minha vida segue tranquila
Nessa solidão voluntária...
Mauricio de Lima - 20/06/2010
Que assim como qualquer outra pessoa
Ela tambem era insegura
Surgiu como um clarão, um raio na minha frente
Idéias de separação e abandono
E uma pena, por ela ser tão pura
E no silêncio que ficava entre a gente
Pensamentos voavam na minha mente
Idéias não correspondidas
Idéias caladas
Por que eu sabia
Que ela não teria
Nada pra falar
Nenhum ideal na cabeça, nenhuma dúvida
Vive apenas pra transar e mentir
Um relacionamento silencioso e burro
Que me fez fazer o que eu fiz
Sumir, da noite pro dia
Sem tempo pra agonia
Ou despedida chorada
De lá eu nada levei
Sobre ela eu nada sei
E minha vida segue tranquila
Nessa solidão voluntária...
Mauricio de Lima - 20/06/2010
sábado, 8 de maio de 2010
Alvorada
Eu ouço o som da meia noite me chamar
E essa não é a primeira vez que acontece
Preciso novamente sentir essa energia
Eu preciso de sair e andar...
Com uma garrafa de cerveja na mão
O frio vem, e o cigarro aquece
Pra descarregar a raiva do dia
Eu preciso de sair e andar...
Tudo morto ao meu redor
O vento não sopra mais
O tempo parece estar parado
A única constancia é a paz
Nem a Lua entenderia
O que tantas almas vazias
Fazem agora à vagar
Quanto mais nós mesmos
Que seguimos nossos instintos
Andando sem medo
Pela madrugada
Não esperando encontrar
Qualquer perigo em abrigo
E é assim que tem sido
E há de continuar...
Até a alvorada.
Mauricio de Lima - 08/05/2010
E essa não é a primeira vez que acontece
Preciso novamente sentir essa energia
Eu preciso de sair e andar...
Com uma garrafa de cerveja na mão
O frio vem, e o cigarro aquece
Pra descarregar a raiva do dia
Eu preciso de sair e andar...
Tudo morto ao meu redor
O vento não sopra mais
O tempo parece estar parado
A única constancia é a paz
Nem a Lua entenderia
O que tantas almas vazias
Fazem agora à vagar
Quanto mais nós mesmos
Que seguimos nossos instintos
Andando sem medo
Pela madrugada
Não esperando encontrar
Qualquer perigo em abrigo
E é assim que tem sido
E há de continuar...
Até a alvorada.
Mauricio de Lima - 08/05/2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Náufrago
Volta náufrago
Desse mar escuro e sombrio
Depois de meses a fio
Encontre no seu abrigo
A paz para uma nova jornada
Volta náufrago
Enquanto a água invade seus pulmões
E nada pode te salvar
Sabendo que o mesmo que te deu a vida
Vai agora tirar
Erga sua cabeça
Tente nadar
Mesmo que nada faça efeito
E que não faça sentido tentar
Um pescador não pode morrer...
Ou não deveria morrer
Para o Mar
Ouça o som abafado no oceano
Sinta a vida dos que não a sentem
Sinta sua morte vindo do profundo
Se deixe levar já deste mundo
Nos últimos segundos se lembrará
De sua vida inteira a velejar
E a justiça das águas se fez valer
Pois nada mais justo poderia ser
No final
Você viveu e morreu
Com o Mar
Mauricio de Lima - 01/04/2010
Desse mar escuro e sombrio
Depois de meses a fio
Encontre no seu abrigo
A paz para uma nova jornada
Volta náufrago
Enquanto a água invade seus pulmões
E nada pode te salvar
Sabendo que o mesmo que te deu a vida
Vai agora tirar
Erga sua cabeça
Tente nadar
Mesmo que nada faça efeito
E que não faça sentido tentar
Um pescador não pode morrer...
Ou não deveria morrer
Para o Mar
Ouça o som abafado no oceano
Sinta a vida dos que não a sentem
Sinta sua morte vindo do profundo
Se deixe levar já deste mundo
Nos últimos segundos se lembrará
De sua vida inteira a velejar
E a justiça das águas se fez valer
Pois nada mais justo poderia ser
No final
Você viveu e morreu
Com o Mar
Mauricio de Lima - 01/04/2010
domingo, 7 de março de 2010
Assim Como O Deserto
Bem no meio, vagueio, não vejo o final
Calor, tortura, cansaço mental
Alucinações atormentam minha mente não mais sã
Me fazem ver um oasis, de água pura da manhâ
Lentamente, afogo o pé na areia quente
Me arrasto sobre pernas trêmulas e cansadas
Tempos depois, chego desesperado por água
Jogo o corpo ao chão, mas sem água... sem nada
Comparações são bem vindas agora
Assim como anseei por chegar neste falso oasis
Tambem almejei encontrar no amor, a minha glória
Lutei pela mulher amada, esperei, persisti
Infelizmente, percebi que quando a consegui
Não tinha amor, não tinha prazer... não tinha nada.
Mauricio de Lima - 07/03/2010
Calor, tortura, cansaço mental
Alucinações atormentam minha mente não mais sã
Me fazem ver um oasis, de água pura da manhâ
Lentamente, afogo o pé na areia quente
Me arrasto sobre pernas trêmulas e cansadas
Tempos depois, chego desesperado por água
Jogo o corpo ao chão, mas sem água... sem nada
Comparações são bem vindas agora
Assim como anseei por chegar neste falso oasis
Tambem almejei encontrar no amor, a minha glória
Lutei pela mulher amada, esperei, persisti
Infelizmente, percebi que quando a consegui
Não tinha amor, não tinha prazer... não tinha nada.
Mauricio de Lima - 07/03/2010
sábado, 6 de março de 2010
Caverna
Distante muito tempo, das alegrias amargas da sociedade
Observando atento suas fragilidades e verdades
Ocultas porém, dificeis de enxergar
Vou voltar para a caverna, que é o meu lugar
Sem a luz da hipocrisia, da falsa moral e dos bons costumes
Viver uma eterna constância de paz, solidão e filosofia
Sem ter a quem divulgar minha contida alegria
Assim como tambem não precisarei conviver com seus estrumes
Da caverna eu vim, de um lugar que não posso lembrar
Sinto que estou preso a este, e também que não posso voltar
Mas enquanto vivo estiver, não vou deixar de tentar
Adentrar nas grutas dessa caverna milenar
Lugar em que eu, um pobre mortal
Vou conseguir ser feliz sem um padrão referencial
Quisera eu nunca ter me conhecido
Ir descobrindo os meus caminhos, sem seguir os percorridos
Uma longa estrada a percorrer, mas a perseverança não se abate
Onde alguém quer chegar, nada deveria impedir
Felizmente, o valor aumenta a cada dificuldade
E caso consiga chegar, nunca de lá irá sair
Da caverna eu vim e pra caverna vou voltar
Nem que pra isso eu tenha que sacrificar as coisas modernas
Que nunca me ajudaram, vou jogar todas por terra
Para enfim ficar livre, pois a caverna é o meu lugar.
Mauricio de Lima - 06/03/2010
Observando atento suas fragilidades e verdades
Ocultas porém, dificeis de enxergar
Vou voltar para a caverna, que é o meu lugar
Sem a luz da hipocrisia, da falsa moral e dos bons costumes
Viver uma eterna constância de paz, solidão e filosofia
Sem ter a quem divulgar minha contida alegria
Assim como tambem não precisarei conviver com seus estrumes
Da caverna eu vim, de um lugar que não posso lembrar
Sinto que estou preso a este, e também que não posso voltar
Mas enquanto vivo estiver, não vou deixar de tentar
Adentrar nas grutas dessa caverna milenar
Lugar em que eu, um pobre mortal
Vou conseguir ser feliz sem um padrão referencial
Quisera eu nunca ter me conhecido
Ir descobrindo os meus caminhos, sem seguir os percorridos
Uma longa estrada a percorrer, mas a perseverança não se abate
Onde alguém quer chegar, nada deveria impedir
Felizmente, o valor aumenta a cada dificuldade
E caso consiga chegar, nunca de lá irá sair
Da caverna eu vim e pra caverna vou voltar
Nem que pra isso eu tenha que sacrificar as coisas modernas
Que nunca me ajudaram, vou jogar todas por terra
Para enfim ficar livre, pois a caverna é o meu lugar.
Mauricio de Lima - 06/03/2010
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