Me considero um navegante
Em águas calmas nauseantes
E eu de tanta calmaria
Pediria até uma ventania
Pra destruir esse semblante
E navios passam ao meu redor
E olham pro meu pequeno barco
Navegando sozinho, mas a salvo
E nem pensam em ajudar
Queria uma ventania
Algumas ondas destruidoras
Um céu escuro ao meio dia
... eu só quero alguma coisa
Que me tire da calmaria
Do tédio de estar vivo
Que me transforme em navio
Pra enfrentar o grande mar
Eu sei que ele está lá
No horizonte, e eu vou lá
Sem preparo, desbravar
Descobrir a novidade
Arrebentar logo meu barco
Acabar com esse fardo
De estar em um mar calmo
Mas querer a tempestade
Mauricio de Lima - 30/01/2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Ditando
Já me disseram até mais de uma vez
Que nem tudo é fácil
Que a vida não é um mar de rosas
Mas os conselhos são escassos
Não ensinam a fazer acontecer
Não ensinam a não se afogar
Mas eu queria apenas ver
De quem aconselha
Quantos estão salvos
Me falaram pra procurar ser feliz
Tentar me encontrar, fazer o que gosto
Mas estamos conversando sobre o dia
Em que vocês também
Não estarão mais procurando
Mas não nos encontramos
Por que nenhum de nós deu a partida
Afinal nenhum de nós conhece a vida
Do jeito que imaginamos
Mauricio de Lima - 13/10/2011
Que nem tudo é fácil
Que a vida não é um mar de rosas
Mas os conselhos são escassos
Não ensinam a fazer acontecer
Não ensinam a não se afogar
Mas eu queria apenas ver
De quem aconselha
Quantos estão salvos
Me falaram pra procurar ser feliz
Tentar me encontrar, fazer o que gosto
Mas estamos conversando sobre o dia
Em que vocês também
Não estarão mais procurando
Mas não nos encontramos
Por que nenhum de nós deu a partida
Afinal nenhum de nós conhece a vida
Do jeito que imaginamos
Mauricio de Lima - 13/10/2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Decência Egoísta
Toda noite ele prometeria
Fazer algo diferente
E prometia que não mais adiaria
Viver uma vida decente
Ele prometeria
Mas apenas se tivesse
O que ele queria
Prometeria
Se a vida fosse igual
A sua outra vida
Mas não
Nada foi como quis
Às vezes até alguma coisa saiu...
Disso sabia
Mas não
Não foi o suficiente
Não pra viver decentemente
Não pra justificar viver contente
Não pra não deixar de prometer
Que sempre prometeria
Esperando acontecimentos, somente
Do jeito que queria
Mauricio de Lima - 17/10/2011
Fazer algo diferente
E prometia que não mais adiaria
Viver uma vida decente
Ele prometeria
Mas apenas se tivesse
O que ele queria
Prometeria
Se a vida fosse igual
A sua outra vida
Mas não
Nada foi como quis
Às vezes até alguma coisa saiu...
Disso sabia
Mas não
Não foi o suficiente
Não pra viver decentemente
Não pra justificar viver contente
Não pra não deixar de prometer
Que sempre prometeria
Esperando acontecimentos, somente
Do jeito que queria
Mauricio de Lima - 17/10/2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Sempre cabe mais um no coração da Mãe Solteira
No topo da montanha
Olhou com outros olhos
O campo de mato seco
A geada na grama
O vento soprou
Como sempre
Da sua maneira igual:
Diferente
Encurvando as árvores
Assoviando no ar
Alisando o mar
Acompanhando a gente
Só mais um dia ele pediu
Só mais um dia ele teve
Relembrou em um dia, mil
E partiu...
Pra onde jamais esteve
Sonho de muitos
Mudança de vida
De cidade em cidade
Fazendo sua trilha
Construir e destruir
Com sua própria mão
Um novo amor
Uma nova ilusão
...
Fora só mais uma...
...
Decidiu-se ir
No rastro da lua;
A mãe dos amantes
Mãe solteira, enfim
Iluminando a rua
Como fizera antes
Várias vezes assim
Até sumir de manhã
Esvaindo-se no horizonte
Mauricio de Lima - 13/10/2011
Olhou com outros olhos
O campo de mato seco
A geada na grama
O vento soprou
Como sempre
Da sua maneira igual:
Diferente
Encurvando as árvores
Assoviando no ar
Alisando o mar
Acompanhando a gente
Só mais um dia ele pediu
Só mais um dia ele teve
Relembrou em um dia, mil
E partiu...
Pra onde jamais esteve
Sonho de muitos
Mudança de vida
De cidade em cidade
Fazendo sua trilha
Construir e destruir
Com sua própria mão
Um novo amor
Uma nova ilusão
...
Fora só mais uma...
...
Decidiu-se ir
No rastro da lua;
A mãe dos amantes
Mãe solteira, enfim
Iluminando a rua
Como fizera antes
Várias vezes assim
Até sumir de manhã
Esvaindo-se no horizonte
Mauricio de Lima - 13/10/2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Inanidade
Quem dera se ainda existisse
A possibilidade de ocorrer
Alguma teoria diferente
Caos, linha... Corrente.
Mas não temos esperança
De nada no momento
Continuamos nosso terror
Só existindo e assistindo
A areia do tempo
Escorrer por nossas mãos
A ampulheta não foi quebrada
O tempo ainda corre
E nós o seguimos, sem nada
Sem direção e objetivo
Seguimos o rastro
Do nosso próprio fracasso
De séculos atrás
E séculos a frente
Até toda essa merda se explodir
Se explodir com a gente.
Mauricio de Lima - 26/08/2011
A possibilidade de ocorrer
Alguma teoria diferente
Caos, linha... Corrente.
Mas não temos esperança
De nada no momento
Continuamos nosso terror
Só existindo e assistindo
A areia do tempo
Escorrer por nossas mãos
A ampulheta não foi quebrada
O tempo ainda corre
E nós o seguimos, sem nada
Sem direção e objetivo
Seguimos o rastro
Do nosso próprio fracasso
De séculos atrás
E séculos a frente
Até toda essa merda se explodir
Se explodir com a gente.
Mauricio de Lima - 26/08/2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Os únicos
Um oceano de problemas
Onde ele se afogou
Andando na areia, submerso
Carrega o peso
Nas costas
Um peso
Eterno.
E a pressão que não mata
Nem implode
E o frio ele sente
Mas não o congela
A água o carrega
Mas não o molha
E a sua dor...
Eterna.
Imóvel
Impedido de morrer
Pelo sentimento de angústia
Medo de se render
à covardia - ou egoísmo
Impedindo de morrer
Todos os problemas desaguam
Como rios no mar
No oceano de desgraça
E só ele está lá...
Carregando nas costas
Toda a dor do mundo
E ele, eu, você.
Nos achamos os únicos.
Mauricio de Lima - 20/06/2011
Onde ele se afogou
Andando na areia, submerso
Carrega o peso
Nas costas
Um peso
Eterno.
E a pressão que não mata
Nem implode
E o frio ele sente
Mas não o congela
A água o carrega
Mas não o molha
E a sua dor...
Eterna.
Imóvel
Impedido de morrer
Pelo sentimento de angústia
Medo de se render
à covardia - ou egoísmo
Impedindo de morrer
Todos os problemas desaguam
Como rios no mar
No oceano de desgraça
E só ele está lá...
Carregando nas costas
Toda a dor do mundo
E ele, eu, você.
Nos achamos os únicos.
Mauricio de Lima - 20/06/2011
sábado, 30 de abril de 2011
Vácuo
Ele sorria muito
E por trás daquilo
Ninguem percebia
Que só era aquilo
Para não demonstrar
O que o afligia
Sua tristeza era tanta
Que driblou suas lagrimas
Gritando sorrisos
Quase que verdadeiros
Escondendo os motivos
Do auto-desprezo
Mauricio de Lima - 30/04/2011
E por trás daquilo
Ninguem percebia
Que só era aquilo
Para não demonstrar
O que o afligia
Sua tristeza era tanta
Que driblou suas lagrimas
Gritando sorrisos
Quase que verdadeiros
Escondendo os motivos
Do auto-desprezo
Mauricio de Lima - 30/04/2011
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